Caminhos onde meu olhar pousa,
minha mente habita...
Caminhos de imagens,
palavras,
sentimentos...
Caminhos por onde transita
minha alma andarilha.
(Essência do olhar)
Selo amizade

Meu award


4:40 PM
Não há palavras para descrever esse acontecimento
O poema inicia:
não há palavras pra descrever este acontecimento.
O poema inicia,
passeia imundo
limpo de verbo
que lhe minta o cio do silêncio
e silencia...
mergulha em metafísica,
evita o papel,
dilui em vapor onírico,
ausenta-se de si...
O poema
não espera tinta:
dá a partida
e deixa um louco revirando
o quarto
a sala
a casa
um planeta inteiro:
essa
esfero
gráfica
perdida.
É leve o poema,
69 quilos de nostalgia.
éter
na
mente
idílico
o poema vicia
O poema inicia:
não cabe no corpo.
Vaza pelos poros.
Evapora
O poema
O poema que já nem quero
transborda em devaneio
o universo desta hora.
Mero pó-poema
calcinado,
poema sem valia.
Não se fixa nas paredes
o poema:
asfixia.
Quer o suicídio
O poema...
(Subsídio para nem chegar a ser)
Olha a janela aberta,
Toma um pouco de ar,
Fecha os olhos...
Lá se vai o poema!
Harley Farias Dolzane
Rabiscado por Andarilha descalça
7:19 PM
Só assim será Poema
Que o poema tenha carne
ossos vísceras destino
que seja pedra e alarme
ou mãos sujas de menino.
Que venha corpo e amante
e de amante seja irmão
que seja urgente e instante
como um instante de pão.
Só assim será poema
só assim terá razão
só assim te vale a pena
passá-lo de mão em mão.
Que seja rua ou ternura
tempestade ou manhã clara
seja arado e aventura
fábrica terra e seara.
Que traga rugas e vinho
berços máquinas luar
que faça um barco de pinho
e deite as armas ao mar.
Só assim será poema
só assim terá razão
só assim te vale a pena
passá-lo de mão em mão.
Hélia Correia

Rabiscado por Andarilha descalça