Caminhos onde meu olhar pousa, minha mente habita... Caminhos de imagens, palavras, sentimentos... Caminhos por onde transita minha alma andarilha.

1492 A Conquista do Paraiso
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[Sábado, Novembro 29, 2003]


O pão do meu verso
(Jalal ud-Din Rumi)

Meu verso é como o pão do Egito:
A noite passa sobre ele e já não podes mais comê-lo.

Devora-o enquanto está fresco,
antes que o recubra a poeira do deserto.

Seu lugar é o clima cálido do coração,
ele não sobrevive ao gelo deste mundo.

É como um peixe na terra seca:
Estremece por um instante e logo perece.

Se queres comê-lo e o imaginas fresco,
terás de invocar muitos ídolos.

O que agora bebes é tão somente tua imaginação.
Isto não é uma ilusão, companheiro!



por Andarilha descalça * 3:45 PM

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[Segunda-feira, Novembro 10, 2003]




por Andarilha descalça * 9:59 PM

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por Andarilha descalça * 9:48 PM

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[Domingo, Novembro 02, 2003]


Fragmento 2
Affonso Romano de Sant'Anna

Eu sei quando te amo:
é quando com teu corpo eu me confundo,
não apenas nesta mistura de massa e forma,
mas quando na tua alma eu me introduzo
e sinto que meu sangue corre em ti,
e tudo que é teu corpo
não é que um corpo meu
que se alongou de mim.

Eu sei quando te amo:
é quando eu te apalpo e não te sinto,
e sinto que a mim mesmo então me abraço,
a mim
que amo e sou um duplo,
eu mesmo
e o corpo teu pulsando em mim.






por Andarilha descalça * 5:18 PM

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QUE ME IMPORTA
Ana Lúcia França Pereira Castro

Que me importa,
se os sonhos não são mais os mesmos
e foram esquecidos?

Que me importa,
se a magia do olhar
perdeu-se com a pálida tarde de primavera?

Que me importa,
se o beijo molhado de chuva
não desperta mais emoções em noites de verão?

Que me importa,
se as lágrimas fluem,
se os risos foram infinitamente maiores ?

Que me importa,
se o terno toque dos dedos não desliza como antes,
na pele macia e carente?

Que me importa,
o silêncio vazio se as palavras,
um dia, encantaram um coração?

Que me importa a ausência,
se a presença é certeza em cada minuto perdido?

O que importa agora são as marcas de um tempo
em que a intensidade dos momentos,
vividos num sonho efêmero,
transformou-se no ¿amor maior¿
de uma existência.




por Andarilha descalça * 5:11 PM

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